Escorada sobre o peitoril de uma janela, eu
contemplo a diversidade de pessoas, biografias e vidas que por ali cruzam.
Ponho-me a imaginar o contexto da narrativa de cada um, deparo-me vislumbrando
o ponto de encontro, em alguma estação, de suas vidas. E me deleito ao criar
historietas distintas e dessemelhantes para cada indivíduo.
No entanto não
posso negar a incidência que sobrevém em minhas tentativas de algo soberbo.
Chego à conclusão que no transcorrer da história, de alguma forma, nada é novo, acaba que tudo
se repete. E a janela
que eu achava que me ligaria a algo demasiadamente “novo”, nada mais é do que
circunstâncias apenas. Percebo que na individualidade de cada ser, encontram-se
os mesmos interesses. A busca incessante por um verdadeiro amor, o respeito
pela família, a conexão vibrante e apreço pelos amigos, a idealização memorável
de suas virtudes e a incessante busca pelo “sucesso”, felicidade, seja lá como
quiserem definir.
Somente o que nos torna diferentes é o ponto de vista de cada um, a maneira como vemos as coisas, é o que valorizamos mais, ou menos, é a forma como as descrevemos, ou de que ângulo às analisamos. O que nos torna aristocráticos é a maneira que pensamos. Mas o que nos torna mais completos? O que nos une, e o que nos aproxima? É tudo aquilo que compartilhamos...
Entre encontros e desencontros, casos e descasos. Entre o certo e o incerto. Entre dúvidas e certezas, sempre e inevitavelmente constituímos status em defesa. Mas nada tira de nós o desejo de compartilharmos algo. A curiosidade de conhecer o outro lado da moeda. E a necessidade de busca por pontos de vista que se assemelhem aos nossos. Quer saber? Quer descobrir? Quer viajar por várias situações, mundos, tipos de sentimentos e casualidades? Aqui ... O que de fato é relevante será compartilhado com você, ou não. Talvez pra você o que de fato seja muito fútil. O importante é a percepção aguçada de algo comumente EXTINTO.
Sinceridade e franqueza!
Nenhum comentário:
Postar um comentário