Meu maior defeito é gostar de muitas coisas, e não amar nada
que seja maior do que esse gostar de todas essas coisas. Se nasci pra isso,
nasci! Se não... algum dia eu vou tentar, pelo menos uma vez. Tento, consigo.
Parabéns pra mim, fui capaz. Eeei, ei eu fiz isso, legal neh? Humm e você pensa
um dia em fazer mais que isso? Não, não. Vou descobrir outras coisas, porque quando eu
quiser fazer mais que isso eu já sei que consigo.
Sabe aquela menina que canta? E aquela que joga futebol
super bem? Sabe aquele cara que só usa camiseta assim? Sabe aquele que respira
isso? Sabe aquele professor que é especialista nesse assunto? ...Aquela menina que
vive de laço na cabeça. Sim, aquele menino que compôs mil e uma músicas.
Oi prazer, eu sou Andressa. Ah! Pergunta por aí, Andy, Delzu... Alguém deve conhecer. Não amo nada ao ponto de viver por isso, muito menos de ser essa, ou aquela. Sou eu, do jeitinho que fui e vou me tornando a cada dia. Com experiências, histórias, tentativas e milhõooes de “pausas”.
“Pra todo mundo” eu sou aquela boa companhia que parece
viver em um mundo paralelo, na maior parte do tempo! Mas se você me perguntasse
o que eu sou, eu diria que sou a melhor escritora que conheço, skatista,
patinadora, artista, fotógrafa, viajante, psicóloga, filósofa, cozinheira, professora,
amiga, estudante, projetista, advogada, estilista, cantora, compositora, instrumentista,
jogadora de basquete, vôlei, futsal e tênis de mesa, telefonista, namorada, sobrinha,
irmã, prima, especialista na arte da crítica e ...
Já pintei um quadro, já vendi amendoim torrado, já dei um “meio
cavalo de pau” no carro que acabou em um buraco de 2 metros de altura, já
compus um grito de guerra, já fui líder de torcida, já dei aula, já tive uma
melhor amiga de filme, já joguei numa seleção da escola, já fui campeã de tênis
de mesa, já fui a alegria da festa (palhaça), já tirei 10 em química e
matemática, já ganhei na competição de natação contra o meu pai, já morei de
frente pra praia, já fui vice-campeã de um biatlo, já pilotei muitas motos, já
escalei um precipício de argila, já desbravei a selva amazônica, já afundei uma
canoa, já tive uma rádio, já fui a morte em uma peça, já cantei em corais, já tive
um solo, já preguei. Aff, já fiz tantas coisas que me tornariam tanta coisa.
Mas eu só experimentei, só fiz uma vez no máximo 10.
Não me orgulho disso, é só o jeito que vivi até aqui...
ainda não me tornei nada! Daí você me pergunta, então qual é o seu
sonho??? Eu seria tudo isso, de novo.
Faria tudo isso de novo.
Sabe, talvez pelas escolhas que fiz eu não tenha me tornado
o ápice de nada. Mas tem uma coisa que eu nunca deixei de tentar, que eu me
esforço um pouco mais todos os dias, que eu tento que seja a base da minha
vida, que eu tento tornar um dom... é algo que eu costumo chamar de BRILHAR. É,
eu oro todos os dias pra que eu seja luz. E se eu não sou, e se eu falho, eu
tento de novo, tento me tornar isso a cada dia. Eu posso até não chegar a ser
um holofote um dia, mas uma vela que seja já será o suficiente pra estar lá
naquele lugar que eu serei tudo que sonho e mais um pouco!
Por isso, caso eu não consiga nem um rótulo por aqui... não
serei uma pessoa frustrada, não vou achar que não cumpri minha missão, muito
menos pensar que não valho nada.
Sou filha do Rei.
E como damos importância a rótulos não é? Lembro ainda pequeno que conversando com minha mãe disse pra ela o mundo de coisas que eu iria ser quando crescesse, profissões, coisas que iria fazer, lugares onde eu iria ir. Naquela ocasião minha mãe me disse que eu deveria no meu futuro ser feliz e que se isso implicasse em fazer todas as outras coisas ótimo, mas se não eu deveria sempre escolher a felicidade.
ResponderExcluirHoje em dia, com a vida ficando cada vez mais corrida, penso cada vez mais naquela conversa e em resumo é isso que você disse: somos filhos do Rei, do Criador e nisso reside a verdadeira felicidade. Mas nós ficamos buscando títulos e honras e correndo atrás do vento.
A conjugação infinita de experiências que fez de nós quem somos são meios de um fim... se nós invertemos o processo e nós tornarmos essas experiências e não sermos formados a partir delas vamos ser só um rótulo. Bonito talvez, mas ainda assim só um rótulo.
É verdade, não é que termos honras, méritos e rótulos seja errado. Apenas devemos nos lembrar qual é o principal rótulo de todos, e qual de fato nos dará a verdadeira felicidade e jamais será passageiro, né?! Desta forma, "a vida pode ser mais leve" ...
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