quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Desnecessário





... foram abduzidos, em um piscar de olhos estavam ali, inacabáveis. Kd vocês?
Mas parece que caminham paralelamente, é só um descuido, 
Ah! se de repente eu me descuido, eu os encontro.
Eu sinto que estão por perto.

Foram embora porque se fez necessário!

Não tenho coragem de correr atrás, de procurá-los, de dizer que os quero de volta. 
Arriscado demais.
Porque se ontem eu queria azul pra vida toda, laranja roubou a cena! Pena que não combina com tudo. Não se encaixa em tudo. O azul era mais autêntico, mais natural, mais firme, mas não pra todos os gostos, enfim, deve ser por isso que partiu. Abusado.

Calmo, sereno, tranquilo. É o certo?
Gosto da noite, ela me faz bem.
O mar agitado, sempre mais convidativo.
Aquele meu barulho, aquele ar 80.
Um carro a 180 KM/h.
Chuva forte, torrencial, nada de vento e céu aberto.
Cansaço, suor, adrenalina.
Perigo, amo o perigo. Eu disse amo? mintira, amava. Ele foi um dos abduzidos.

Quem os levou? Eita, se eu pudesse ter tudo de volta,
simplesmente SER.

Já disse, tenho medo! Sem avisar o gosto pelo perigo se transformou em medo.

Idade, culpa da velha idade. Sempre me avisaram que ela chegaria.

E eu firme, naquela idéia de ser precoce. Achava bonito. Tola!

Nem permiti que ela chegasse, quando eu quiz usar o STOP, veio mesmo sem pedir, sem nem avisar.

Só algo aqui dentro dizendo, CRESCE! Algo aqui dentro? Tá mais pra O MUNDO AÍ FORA.

Circunstanciaram, simplesmente os levaram...

Foi bom, obrigada!  não tive a dor de vê-los partindo. Foi simplesmente sumindo, aos poucos su - min-doooo....

é, mas aqui dentro, lapsos de saudade de uma ERA de irracionalidade, onde o vento aprontava seu espetáculo.

Adeus, esse é o meu adeus por livre e espontânea PRESSÃO.



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