Seis meses se passaram, e eu volto a esse texto, releio o parágrafo acima. Vejo-me parada, em frente ao computador, o mesmo que à exatamente um ano atrás era o meu maior parceiro de descobertas e revelações. Fico perplexa com a quantidade de coisas que tem me acontecido, os tantos momentos hilários que tenho vivido e conseqüentemente os sentimentos novos que tenho colecionado. E ao mesmo tempo me faltam palavras, idéias e contextos pra expor. Falta-me concretude de realidade. Ou talvez, simplesmente tenho andado ocupada demais para planejar essa fuga.
Um dia é tudo seco demais pra ser totalmente apreciado. E no seguinte, porque tão molhado?
Eu espero só o final de semana seguinte, eu não me permito sonhar muito mais que isso. Parece perigoso demais, é melhor se contentar com o que tem, do que imaginar que não tenho e poderia ter.
Acabo percebendo que a necessidade de fuga foi embora, tenho vivido o hoje tão tranquilamente, que fugir tem me parecido arriscado demais, e continuar assim... Bom, é algo novo pra mim. Assumir que tá bom do jeito que tá. Que simplesmente aguardo aquilo tudo que sei que vai vir no seu tempo. O passado em mim que foi sempre tão presente, que geralmente me causava tantas nostalgias, que me fazia querer o futuro bem mais rápido. Nem sequer lapsos dessa rotina, me causa medo e insegurança. Não por ser algo ruim, na verdade se tem uma coisa que eu sempre buscava era conseguir viver o presente com os pés no chão. É só que QUEM DIRIA? Que esse dia chegaria. Eu, plenamente conformada com tudo que tenho. Bonito, ao mesmo tempo... Patético?
Nem muito, nem pouco, apenas vivendo a medida certa! E me sentindo completa.
Fugir? Quem sabe um dia, por enquanto... STOP THE PLAN.

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