sexta-feira, 30 de novembro de 2012

As vezes que tentei fugir



Mais uma vez, confesso! Esta é apenas uma, de tantas. Essa foi a primeira vez que escolhi o título antes do texto, e já não consigo lembrar em que data foi isso, mas faz tempo. Milhares de palavras, e contextos já foram escritos e apagados nesta mesma folha em branco. E eu nunca consegui esquecer esse título e deixá-lo pra lá. “As vezes que tentei fugir”, é que isso diz muito de mim, na verdade é algo que se faz presente demais em meus sentimentos. Fuga, fuga... fuga! Quem não vive usando tal tática como autodefesa?! Mas por algum motivo nunca consigo terminar minha linha de raciocínio sobre este tema, se é que existe uma NE?

Seis meses se passaram, e eu volto a esse texto, releio o parágrafo acima. Vejo-me parada, em frente ao computador, o mesmo que à exatamente um ano atrás era o meu maior parceiro de descobertas e revelações. Fico perplexa com a quantidade de coisas que tem me acontecido, os tantos momentos hilários que tenho vivido e conseqüentemente os sentimentos novos que tenho colecionado. E ao mesmo tempo me faltam palavras, idéias e contextos pra expor. Falta-me concretude de realidade. Ou talvez, simplesmente tenho andado ocupada demais para planejar essa fuga.

Um dia é tudo seco demais pra ser totalmente apreciado. E no seguinte, porque tão molhado?
Eu espero só o final de semana seguinte, eu não me permito sonhar muito mais que isso. Parece perigoso demais, é melhor se contentar com o que tem, do que imaginar que não tenho e poderia ter.

Acabo percebendo que a necessidade de fuga foi embora, tenho vivido o hoje tão tranquilamente, que fugir tem me parecido arriscado demais, e continuar assim... Bom, é algo novo pra mim. Assumir que tá bom do jeito que tá. Que simplesmente aguardo aquilo tudo que sei que vai vir no seu tempo. O passado em mim que foi sempre tão presente, que geralmente me causava tantas nostalgias, que me fazia querer o futuro bem mais rápido. Nem sequer lapsos dessa rotina, me causa medo e insegurança. Não por ser algo ruim, na verdade se tem uma coisa que eu sempre buscava era conseguir viver o presente com os pés no chão. É só que QUEM DIRIA? Que esse dia chegaria. Eu, plenamente conformada com tudo que tenho. Bonito, ao mesmo tempo... Patético?

Nem muito, nem pouco, apenas vivendo a medida certa! E me sentindo completa.
Fugir? Quem sabe um dia, por enquanto... STOP THE PLAN.

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